29 de março de 2017

MVP, Minimum Viable Product ou produto mínimo viável

Olá gestores,

A inovação faz parte do dia a dia de todas as startups. Como sempre comento em sala de aula, apenas uma ideia na cabeça muitas vezes não é o suficiente para fazer um projeto inovador dar certo.

Há diversos pontos a se analisar como o perfil do público, qual o melhor produto, como será oferecido, o preço ideal, entre outros fatores que podem definir o sucesso de um bom projeto ou se ela irá morrer antes mesmo de nascer.

Uma maneira de responder essas questões como estas e evitar perder grandes investimentos, é recomendado montar um MVP (Minimum Viable Product, ou, em português, Produto Mínimo Viável), que funciona como um protótipo da ideia final. É um conjunto de testes primários que tem como objetivo provar as hipóteses base do produto.

Ao desenvolver um MVP, é importante que o empreendedor tenha em mente que está realizando um experimento e, como tal, a ideia é executá-lo com o menor custo possível. Ele deve ser dinâmico e rápido para mensurar resultados.



O MVP não precisa, obrigatoriamente, ser o produto final. Pode ser uma parte independente a ser somada com o todo. Se a nossa ideia é montar uma padaria de pães artesanais. Com poucos recursos, talvez não seja possível testar todas as variáveis que envolvem uma padaria de uma só vez (local, divulgação, mercado, estrutura). Neste caso, o MVP poderia ser, inicialmente, apenas o pão.

Partindo deste modelo, todo empreendedor consegue criar e avaliar o MVP seguindo três etapas básicas:

1 – Escolha da hipótese, a primeira jogada desse xadrez é a definição de quais respostas se quer obter para o seu produto, tendo em mente que quanto menos variáveis testar por vez, maior controle sobre a análise de resultados. No caso específico do pão, alguns exemplos de hipóteses a serem validadas poderiam ser: se é gostoso, se as pessoas comprariam, qual o perfil de mercado, qual o preço, e outros, lembrem-se que já vimos algumas ferramentas de avaliação em nosso blog (entrevista de empatia e teste de fumaça).

2 –  Criação e execução, após a escolha da hipótese a validar, se o produto irá dar certo ou não, é hora de colocar a mão na massa e executar o MVP. “Asse o seu pão” e ofereça para as pessoas.  É importante excluir pessoas próximas, amigos ou parentes, pois qualquer tendência pode interferir nos resultados.

3 – Avaliação, na hora de avaliar os resultados (usando ferramentas indicadas) do MVP, é comum se deparar com múltiplos caminhos a seguir.
Então se as hipóteses foram validadas, as pessoas realmente gostaram do seu pão ou já tem o público bem definido, você pode:

 - Voltar a primeira etapa e partir para uma nova hipótese para continuar avaliando mais a fundo seu produto;

- Iniciar o serviço ou produto final com base nos indicadores obtidos com o MVP;

- Pivotar, ou seja, mudar o plano do seu produto de acordo com insights que possa ter descoberto enquanto rodava seu MVP.


Suponhamos que os resultados indicam que as pessoas gostam do pão, mas não estão dispostas a ir até o local escolhido para comprar, uma boa estratégia seria pivotar para uma padaria delivery ou uma padaria online que atenda a região.

E se deu zebra? A casa caiu!, Deu ruim!!!!,

Se a análise de resultados do seu MVP não for positiva ou for inconclusiva, não significa, necessariamente, o fim do negócio, as pessoas não gostaram do seu pão, ok? Mas será que foi oferecido para as pessoas certas? Se ele for vendido de outra forma, será que vão gostar? Muitas vezes, é preciso recomeçar os testes ou simplificar o MVP para avaliar as hipóteses separadamente e identificar o ponto a ser alterado.


Lembre-se que o mais importante de todo o processo de avaliação de um MVP é o aprendizado. Em todo tempo precisamos pensar no que estamos aprendendo com cada feedback e é fundamental estar aberto para novas possibilidades de negócio. O empreendedor precisa ter o feeling de resposta do mercado e, se for o caso, pivotar a tempo.

Um abraço a todos e sucesso,

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