9 de abril de 2014

Defina suas metas utilizando o método SMART.

Boa noite gestores,

Se alguém me pergunta, para que serve o planejamento estratégico, com professor, digo que “é  processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida para a empresa, visando ou otimizando o grau de interação com o ambiente e atuando de forma inovadora e diferenciada”, como executivo vou dizer que é uma maneira de  “Dividir para conquistar”.
É o desmembramento dos objetivos do plano em pedaços menores, ajudando a acompanhar as tarefas e o progresso da empresa, e principalmente estabelecer metas.

O estabelecimento dessas metas deve ser elaborado de maneira inteligente, uma boa ferramenta para essa operação é o método SMART de criação de metas.

De maneira racional uma meta deve ser:

Specific – Específica, especificar uma meta significa, eliminar as possibilidades de ambiguidade ou mal entendimento dela, visando facilitar a criação de atividades e a avaliação da meta no futuro.

A equipe responsável por atingir essa meta deverá saber, o que é esperado, o por que da existência dela, seu propósito e para que ela servirá, quem são os envolvidos,  quais são os requisitos e limitações.

Measurable – Mensurável, afinal o que não se mede não é gerenciável, essa frase que escutei de um gerente (Engº Décio) à muito tempo, demonstra a importância de uma meta não só ter um critério para definir se ela de fato foi alcançada, como também desse critério poder ser medido.

Vamos imaginar uma meta ruim nesse caso, como “melhorar as nossas propostas para clientes”, já a versão racional dela seria “diminuir em 50% o tempo de atendimento e
construção de novas propostas”.

Attainable – Alcançável, nem fácil, nem difícil demais, as metas são criadas para serem alcançadas, uma meta impossível, desmotiva a equipe e faz que a meta se torne inútil, mas também não é nada frutífera uma meta tão baixa que não exigirá nada da equipe e trará uma falsa sensação de dever cumprido.

Definir o ponto certo é muito difícil mas devemos ser agressivos, já que quanto mais importantes forem essas metas, mais maneiras você descobrirá para torná-las realidade.

Como diria um colega, é melhor errar atirando um pouco mais pra cima, do que mirando para o chão.

Relevant – Relevante, uma boa meta é aquela com propósito, e que contribui para a evolução dos negócios, de acordo com exemplo anterior “diminuir em 50% o tempo de atendimento e construção de novas propostas”, se sua equipe de vendas demora em elaborar novas propostas e ainda segura novas vendas, ou se ao diminuir esse tempo você conseguirá economizar consideravelmente os seus custos sem prejudicar qualidade ou faturamento.

Os principais critérios para avaliar a relevância de uma meta são, o impacto nas métricas principais (faturamento, nº de clientes etc.), o momento (timing) e se faz sentido em conjunto com as demais metas.

Time Bound – Temporal, uma tarefa sem prazo é uma tarefa que nunca será feita, hoje tudo é uma questão de tempo, as metas se analisarmos do ponto de vista operacional, são os passos intermediários do planejamento estratégico, se você não organiza-las por tempo terá seu plano prejudicado, sem prazo e metas pré-estabelecidos, os esforços são superestimados ou ainda ignorados.

Quando um prazo razoável é definido, ele cria uma referência e uma dependência psicológica, no fundo da sua mente sabe que se deixar passar aquele prazo será necessário assumir o erro e explicar para os outros membros da equipe o porque daquela tarefa não ter sido feita. Isso é uma experiência vergonhosa e desconfortável.

É por isso que quando um aluno me diz “não tive tempo de realizar tal tarefa”, fico muito chateado, significa que ele não usa os prazos a seu favor, não é produtivo e possui a mentalidade que diz assim “Vou fazer isso quando tiver tempo”.

Essa ferramenta serve também para você estabelecer metas para sua vida pessoal, afinal de contas “Deixa a vida me levar, vida leva eu” só funciona para o Zeca Pagodinho.

Sucesso a todos,

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