23 de setembro de 2013

FMEA - Análise de modos de falhas e efeitos

Boa noite gestores,

A ferramenta “ Análise de Modos de Falhas e Efeitos”,  FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) é muito utilizado para prevenir falhas e analisar os riscos de um produto ou processo, através da identificação de causas e efeitos para identificar as ações que serão utilizadas para inibir as falhas.

De uma maneira bem simplificada o “Modo de falha” está associado ao fato de um processo operando de maneira deficiente e pode ser composto por três elementos, efeito, causa e detecção.

 - Efeito é a consequência que a falha pode causar ao cliente.
 - Causa é o que indica a razão da falha ter ocorrido e
 - Detecção é a forma utilizada no controle do processo para evitar as falhas potenciais.

O FMEA permite a rápida identificação e descrição das não conformidades (falhas) geradas pelo processo e seus efeitos e causas, para que, através de ações de prevenção possa diminuir ou eliminar as não conformidades.

Existem 2 tipos de FMEA, o de produto, relacionado as falhas que poderão ocorrer no produto, dentro das especificações do projeto, e FMEA de processo, relacionado as falhas que poderão ocorrer no planejamento do processo, levando-se em consideração as não conformidades apresentadas no produto, relacionadas as especificações do projeto.

Essa importante ferramenta pode ser utilizada para:

1 - Para diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas em projetos de novos produtos ou processos;
2 - Para diminuir a probabilidade de falhas potenciais (que ainda não tenham ocorrido) em produtos ou processos em operação;
3 - Para aumentar a confiabilidade de produtos ou processos em operação através da análise das falhas que já ocorreram;
4 - Para diminuir os riscos de erros e aumentar a qualidade em procedimentos administrativos.

A montagem dessa ferramenta deve obedecer a seguinte concepção:

·         Definir o processo que será analisado;
·         Definir a equipe, priorizando os aspectos multidisciplinares;
·         Definir a não conformidade (modo da falha);
·         Identificar seus efeitos;
·         Identificar sua causa principal e outras causas;
·         Priorizar as falhas através do nível de risco;
·         Agir através de ações preventivas (detecção);
·         Definir o prazo e o responsável pela ação preventiva.


Para facilitar o entendimento da ferramenta utilize essa metodologia :

Fase 1 - A especificação do problema é realizada respondendo as seguintes perguntas:

1 - O que falhou?
2 - Qual a falha?
3 - Onde ocorreu a falha?
4 - Quando ocorreu a falha?
5 - Como ocorreu a falha?
6 - Qual a magnitude da falha?
7 - O que é que não é característico da falha?

Fase 2 - Uma vez especificado o problema, devem ser enunciadas as hipóteses de causa, não importa se essas hipóteses são ou não razoáveis, o que importa  é a geração das hipóteses.

Fase 3 - Cada hipótese encontrada na fase anterior deve ser verificada com relação à especificação do problema, o importante é iniciar a investigação da causa pela hipótese que mais bem se encaixa no problema.

Fase 4 – O que é errado não se copia, deve-se  analisar os controles existentes para impedir a ocorrência das falhas.

Fase 5 - Avaliação dos índices de ocorrência, severidade, detecção e risco para as falhas. Os índices podem ser estabelecidos de acordo com a seguinte escala:

·         Ocorrência de falha: de 1 (baixa probabilidade de ocorrência) a 10 (alta probabilidade de ocorrência);
·         Severidade da falha: 1 (pouco grave) a 10 (muito grave);
·         Detecção da falha: 1 (grande probabilidade de ser identificada antes de alcançar o cliente) a 10 (pequena probabilidade de ser identificada antes de alcançar o cliente);
·         Risco: é a multiplicação dos três indices anteriores.


Fase 6 – Estabelecimento e desenvolvimento de ações corretivas e preventivas, conforme explicado em sala as ações preventivas eliminam a causa e impede que ela ocorra novamente, resolvendo definitivamente o problema, já as ações corretivas ou contenção atuam sobre o problema, diminuindo seus efeitos.

Fase 7 – Monitoramento das ações especificadas, partindo do pressuposto da melhoria continua, todas as ações especificadas devem ser melhoradas, verificando se de fato estão sendo seguidas.

Sucesso a todos,

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