Estoques altos derrubam produção industrial.

Bom dia gestores,

Estoques altos, confiança do empresariado em baixa, mais custos, mais inflação e menos consumo provocados pela alta do dólar, essa mistura nada boa, que o governo teima em negar, levaram a produção da indústria a cair novamente em julho.

O recuo de 2% em relação a junho, gera a expectativa de novo recuo em agosto, apontando para um PIB desfavorável.

Com um endividamento da população brasileira virando em torno de 40% da renda, segundo dados do próprio governo, as famílias mais organizadas colocaram o pé no freio do consumo.

O consumo fraco, desaceleração da renda e do emprego pela inflação, e crédito mais caro, também são responsáveis pela queda da indústria.

O resultado fez consultorias e bancos revisarem suas projeções para o terceiro trimestre,

Bradesco e Itaú, consideram, que a queda na produção industrial aponta para uma retração do PIB, ambos preveem queda de 0,5% de junho a agosto.

Obviamente que o efeito gangorra é explicado pelo estimulo e intervenção do governo sem planejamento algum em setores como o automotivo, e eletrodomésticos (IPI reduzido) e máquinas e equipamentos (juros reduzidos BNDES).

Para quem estuda administração sabe muito bem que, o que explica que a produção seja elevada num mês e recue no outro, é que os consumidores e empresários antecipam suas compras para não perder o desconto, nessa situação o planejamento da produção se torna difícil. 


E sem previsão de como o consumo vai se comportar, gera o efeito negativo da formação de estoques, volatilidade pura.


Sucesso a todos,

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