12 de junho de 2013

Comércio exterior, qual é a estratégia do governo?

Boa tarde gestores,

Ando muito crítico ultimamente, essa semana o governo divulgou uma notícia dizendo que não disponibilizará mais a agenda de compromissos no exterior da equipe de Dona Dilma, ou seja ela vai viajar e não sabemos o que ela vai fazer.

E eu com isso? 

A diplomacia, ferramenta ativa nos governos Lula e FHC acabou, Dona Dilma não investe em novas iniciativas, e dará apenas atenção mínima àquelas em andamento, afinal o projeto de poder do PT antecipou as eleições, logo não teremos espaço nas cadeias de suprimentos e produção internacionais e isso é fato.


Agora a economia e as contas públicas não ajudam, e a casa está desarrumada, quem acompanha o mínimo de notícias sabe que o País esta retraído, isso é fato.

Mas uma pergunta me incomoda, se essa política de relações internacionais for novamente colocado em operação qual será a estratégia e quais conceitos serão utilizados nessa retomada, sabemos que o governo está sem rumo e refém ou nas mãos da base governista, isso é fato.

FHC, como todos sabem um intelectual diferenciado, baseava sua estratégia em consultas informais com amigos e embaixadores, Lula uma pessoa sem formação, mas formado pelas dificuldades da vida, utilizou o seu círculo mais íntimo de companheiros, e em diálogos com Celso Amorim, um dos melhores chancelleres que tivemos.

Para ambos, fazer a política externa estrategicamente era um exercício intelectual, uma forma prática de gerenciar os dilemas inevitáveis da diplomacia, e do comércio exterior.

O governo quer a integração sul-americana, mas não quer custos elevados na região.

Quer multinacionais brasileiras poderosas, mas faz cara feia para o imperialismo.

Quer apoio americano para o Conselho de Segurança da ONU, mas não quer seguir Washington, e os aliados, a ainda defende Cuba.

Quer submarino nuclear, mas não quer assustar os vizinhos.

Quer ser ouvido sobre quase tudo, mas não quer ouvir e nem investir em mudança política, tributária, com relação aos gastos públicos não abre mão de nada, principalmente os programas assistenciais, populismo puro, e isso também é fato.

São escolhas difíceis, dilemas, ou como costumo dizer “doces problemas”, o que ensinamos para nossos alunos é adotar o pensamento estratégico, que serve justamente para estabelecer prioridades, critérios, mostrar caminhos, e fazer opções, somente assim teremos ferramentas para promover os interesses brasileiros no mundo, isso é fato.

Lula e FHC pensavam política internacional estrategicamente por gosto e por instinto.

Dialogar com pessoas, colhendo novas ideias e melhorando as velhas, estabelecer cenários, avaliar estratégias alternativas, com um ano e meio de mandato pela frente, bem que dava para fazer, e isso também é fato.

Sucesso a todos, 

Um comentário:

PMG&E disse...

Boa tarde Monteiro!
Brilhante raciocínio; enquanto as nações começam a esboçar uma melhora, vide a economia americana e animar investidores, por isso a fuga de capitais (conforme postagem anterior), afinal ganhar e bom mas risco zero é melhor ainda; O nosso governo esquece que bons negócios são feitos com acordos, infraestrutura e capital de risco captado externamente; enfim o que nós temos mesmo...mais R$15 bi para o minha casa minha vida com direito a verba extra para os móveis...que beleza!