Dicas para uma boa análise de viabilidade econômica.


Bom dia gestores,

A importância da cultura empreendedora, promove  o avanço econômico e a conquista de espaço no campo da inovação. E esta relevância se fortalece nas próprias estatísticas. Segundo um levantamento do Sebrae, apenas em janeiro deste ano, algo em torno de 86% dos empregos formais foram gerados por micro e pequenas empresas.

Um cenário excepcional, que nos dá a responsabilidade de formar cada vez mais e melhores empreendedores. E na esteira desta formação, apesar de começar a usar uma boa dose de cautela calculada, pode servir como um forte aliado para evitar a mortalidade precoce de negócios ainda em fase de amadurecimento.

Nessa hora um bom diagnóstico de viabilidade econômico-financeiro pode, antecipar tropeços, ajudando a corrigir conceitos, e salvando corajosos empreendedores de roubadas perfeitamente evitáveis.


Abaixo alguns passos e componentes necessários para este processo, que em algum momento exigirá um certo conhecimento de engenharia financeira, qualquer dúvida procurem o Prof. Roberto, ele é o cara nessa área.

Vamos ver?

1. Faça um levantamento detalhado sobre seus clientes, proposta de valor, os principais eixos geradores de receita e em seguida faça o mesmo segregando as despesas e os custos nas categorias: fixos e variáveis.

2. Tente projetar as informações do item anterior no horizonte de cinco anos. Utilize uma boa e velha planilha eletrônica.

3. Separe os investimentos necessários para a viabilização do projeto, pois estes terão um lugar apropriado no modelo. O mesmo cuidado terá que ser adotado caso exista a decisão de se financiar o projeto.

4. Com estas informações construa um fluxo de caixa projetado para os cinco anos, alocando corretamente cada conjunto de informações.

5. Crie meios de se atribuir choques ao processo, estressando as variáveis e com isso possibilitando uma análise de sensibilidades. Com isso poderá avaliar o desempenho do negócio em diferentes cenários.

6. Adote um enfoque conservador. Deixe o entusiasmo de lado e tente pensar como se estivesse estudando um projeto alheio, para o qual foi convidado a aportar o seu caro e suado dinheiro.

7. Identifique os principais resultados na planilha, incluindo a implacável taxa de retorno.

8. Com o modelo construído mantenha-o atualizado, de forma que a mesma análise possa ser realizada ao longo do tempo, mas já contando com algumas informações realizadas.

9. Seja frio e saiba cortar na carne para ajustar os custos do projeto, ou mesmo para abortá-lo.

10. Adote a ótica de um investidor.

Sucesso a todos,

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