13 de abril de 2012

Exportações devem cair em 2012.


Bom dia gestores,

Após recorde em 2011, quando registrou US$ 256 bilhões, as exportações brasileiras devem ter queda neste ano. Os problemas financeiros atravessados pela Europa, além do fato de a economia dos Estados Unidos ainda não ter se recuperado da crise de 2008 contribuem para o cenário menos favorável ao Brasil em 2012.

"Neste ano o total exportado será, no máximo, igual a 2011. Mas a queda nas vendas deverá ser de 4% a 5% em relação ao ano passado, o que levará a um total de US$ 245 bilhões. Isso não significa que haverá queda nas importações. Por isso, a balança comercial irá sofrer uma queda para US$ 20 bilhões”, afirma Manuel Enríquez García, Professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e presidente da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB).

O Ministério da Fazenda afirmou, no documento "Economia brasileira em perspectiva", que as exportações tiveram recorde no ano passado pela alta no preço das commodities e porque o país aumentou a quantidade de mercados compradores. No total, em 2011, o Brasil registrou um superávit de US$ 29,8 bilhões. Foram US$ 256 bilhões exportados e US$ 226 bilhões importados pelo País. Os principais parceiros brasileiros foram a União Europeia, China, Mercosul e Estados Unidos.

"O Brasil é muito dependente das commodities. Estamos sensíveis à demanda e ao preço, o que representa um risco, pois já temos déficit em conta corrente. Uma desaceleração da China pode afetar o desempenho da balança comercial. O ideal seria também exportar bens de maior valor agregado", diz Antonio Corrêa de Lacerda, Professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Segundo García, no ano passado 47% das exportações brasileiras se concentraram em minério de ferro, petróleo bruto, soja, carne, açúcar e café. Em 2006, a participação desses produtos na pauta de exportações era de 28,4%. Para ele, embora o Brasil exporte manufaturados, a produtividade deste setor é muito baixa no País por causa do alto custo estrutural, que inclui encargos trabalhistas, tributos e câmbio, entre outros.

Sucesso a todos,

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